Atividade 01: retomar os PAs de 2016/2 e analisá-los, articulando com a teoria

Atividade 01: retomar os PAs de 2016/2 e analisá-los, articulando com a teoria:

Alunos/ Turma:
Éderson – Turma D
Isabel – Turma D
Jana – Turma D
Maria Dal Piva– Turma C


1 – A organização de um Projeto de Aprendizagem:
Nos PAs que dos quais participamos no semestre anterior, pudemos constatar  que o que sustenta sua concepção está, no que Vidiella (2008) denomina “Método Globalizante”, por se tratar de uma forma de pensar a aprendizagem que não se estrutura pelo conteúdo, nem pela disciplina, mas pelas inquietações dos estudantes, no caso, nós.
Desde o início, fomos instigados a trabalharmos numa perspectiva que buscássemos elementos com os quais nos identificássemos pela curiosidade, e que através de tais elementos, pudéssemos elaborar questionamentos coletivos, que dessem origem às etapas seguintes da pesquisa.
Nesse sentido, as etapas que realizamos foram:
a)       Definição da pergunta: Após a realização de uma “chuva de ideias”, começamos a refinar aquilo que queríamos pesquisar, escolhendo a temática e elaborando perguntas iniciais, que deram condições para que formulássemos uma pergunta inicial de pesquisa.
b)      Dúvidas e certezas: em nossos diálogos, partimos, inspirados no pensamento piagetiano, na elaboração de nossas dúvidas sobre o tema, mas sem antes considerarmos o que já sabíamos sobre. Nessa etapa, por vezes, foi necessário um exercício de transformar e reescrever perguntas, a fim de torná-las possíveis de serem respondidas por meio de uma pesquisa. Perguntas muito metafísicas foram deixadas em segundo plano, para que pudéssemos nos centrar em observar elementos que pudessem ser transformados em objetos de pesquisa.
c)       Mapa conceitual: Dessa forma, ao partirmos de nossas inquietações para impulsionar a pesquisa, não foram priorizados conteúdos de uma ou de outra interdisciplina, ou apenas de áreas afins: extrapolamos a necessidade de elencar diferentes saberes, o que extrapolou tanto o espaço de uma interdisciplina quanto da própria academia. A esse processo, os autores Vidiella (op. cit.) e Hernandez (1998) chamam de transdisciplinaridade. Também é importante ressaltar que, ao elaborarmos um mapa conceitual, procuramos nos conectar a elementos da realidade, o que vai ao encontro – novamente – do que afirma Hernandez: “[...] a realidade ‘é’ e se constitui a relação ao sistema desde o qual se define, e a visão que oferecem os diferentes sistemas ou saberes organizados, denominados [...] como disciplinas, não é homogênea e única ao longo do tempo, e sim está repleta de contradições, rupturas e múltiplas revisões.
d)      Plano de ação: a partir da elaboração da pergunta, da coleta de informações e de conceitos que foram considerados pertinentes para o desenvolvimento do trabalho, pudemos definir o plano de ação, que consistiu – em termos práticos – na metodologia de pesquisa para poder problematizar a realidade. Em geral, os procedimentos metodológicos utilizados foram a pesquisa documental, porém, não houve – naqueles projetos – espaços para que adentrássemos nas salas de aula. Portanto, a discussão e problematização ficou restrita a uma problematização da realidade pelo viés do campo conceitual, mesmo que os assuntos investigados não tivessem relação com o curso de Pedagogia, diretamente.
e)       Síntese/ resultados: Os resultados possibilitaram ver que um PA possibilita a construção do conhecimento coletivo, mesmo que não tenha sido efetivada uma ação prática a partir das sínteses e dos resultados que desenvolvemos. No entanto, o que nos chamou atenção foi a possibilidade de olharmos diferente para nossos problemas de pesquisa iniciais, o que possibilitou, quando necessário, reescrever a própria pergunta de pesquisa, devido aos rumos que a investigação tomou.

2 -  Diferenças entre Projeto de Aprendizagem, Ensino e de Ação
A partir das leituras da semana e das discussões realizadas na primeira aula, pensamos que projeto, num sentido geral, significa esperar algo para o futuro, uma vez que a origem da palavra significa “lançar para a frente”. A diferença está no modo como são constituídos esses projetos: os de aprendizagem não privilegiam o conteúdo ou a disciplina; partem dos conhecimentos e instigações dos sujeitos da educação, sendo mais transdisciplinares. Os projetos de ensino, por sua vez, embora possam – e devam – privilegiar os saberes prévios dos alunos, são estruturados também a partir de determinados conteúdos e disciplinas, sendo mais interdisciplinares. Os projetos de ação envolvem o fazer pedagógico, e constituem-se de forma multidisciplinar, na medida em que exigem uma participação coletiva para se pensar o ensino e propor ações que visem a potencializar tanto o espaço como a qualidade da aprendizagem.


Referências:
HERNANDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Atmed Editora, 1998.
VIDIELLA, Antoni Zabala. La organización de los contenídos. In: ____.  La práctica educativa. Cómo enseñar. 15 ed. Barcelona: Editorial Grão de IRIF, S.L., 2008. p. 143-171.

Fonte da imagem: https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=638&q=educa%C3%A7%C3%A3o&oq=educa%C3%A7%C3%A3o&gs_l=img.3...592.1348.0.1619.0.0.0.0.0.0.0.0..0.0....0...1ac.1.64.img..0.0.0.5ZWcKrMFi1Q#imgdii=mqT1SASwHZ93wM:&imgrc=hoeXHPhZJ1rPmM: Acesso em 01 abr., 2017.



Comentários

  1. Parabenizo o grupo pela leitura dos textos indicados e pela elaboração de um texto analítico e reflexivo. Sigam com esse ânimo rumo às próximas etapas/metas.
    Abraço.

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  2. Olá, é enriquecedor ler a reflexão do grupo.
    Abraços

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